OBRAS
Natural de Sumaré/SP, em 1922, muda-se para Campinas/SP em 1950, onde reside e mantém seu atelier até seu falecimento em 1970, a morte precoce, interrompeu as experimentações de um artista de grande potencial.
Foi aluno de Thomaz Perina numa escola acadêmica; porém é com o mestre que se torna um modernista, enveredando-se pelo caminho da pesquisa e experimentação, numa constante procura.
Mostra seus trabalhos pela primeira vez em 1956, no XIII Salão de Belas Artes de Campinas/SP, quando recebeu Menção Honrosa. A partir daí seguiram-se muitos participações e prêmios, como o Primeiro Prêmio no XIV Salão de Belas Artes de Campinas/1957 e Prêmio Aquisição no Salão Paulista de Belas Artes de São Paulo/1958.
Conquistou ainda outros Prêmios e teve dezenas de participações importantes em vários eventos no País. Participou de Bienais de São Paulo e da I e II Bienal Nacional da Bahia/1966 e 1968/.
Participou ativamente do "Grupo Vanguarda" de Campinas, sendo muito respeitado pela classe artística.
A vida comum do jovem Geraldo de Souza, leva-o para o jornalismo e o mestrado; escrevia com regularidade para o jornal da cidade, fez palestras sobre arte, exerceu cargo público de desenhista técnico.
Sua obra foi marcada por constantes modificações, da abstração geométrica ao tachismo. A princípio fazia uma combinação de tonalidades claras, porém num processo evolutivo de experimentação, chega quase ao absoluto predomínio do preto.
Domina com maestria o espaço da tela, usando empastamentos de formas indefinidas, que pareciam pensadas, planejadas, mas eram frutos de um discurso subjetivo.
Raul Porto analisou assim seus trabalhos : “O artista Geraldo de Souza, munido de uma segurança, proporcionada pelos esquemas objetivos de suas pinturas, livra-se das composições espontâneas, sem renegar a intuição – constrói assim, uma obra fortemente voltada para as legítimas aspirações de clareza da arte moderna. Suas pinturas não se prendem a um naturalismo sideral, uma volta à paisagem como podem querer muitos que se obrigam a comentar suas mostras de arte. Suas pinturas tencionam ser apenas elas mesmo, nada pedem emprestado. Necessitam apenas que a sensibilidade se liberte de conceitos ou preconceitos forjados em estranhas idiossincrasias discutidas à sombra. A coerência e a ordem destas pinturas contribuem, mesmo que digam o contrário, para o sadio arejamento de nosso panorama artístico moderno”.
Fonte Informação: Catalogo “Grupo Vanguarda” Editado em 1981 pelo MIS Campinas, Coordenação/Pesquisa/Projeto Gráfico de Dayz Peixoto Fonseca; outras fontes “Arquivo Dimas Garcia”.
Fonte Internet: http://iar.unicamp/itaucultural/juliolouzada/ e outros.




