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Home De 1950 à 1959 Edoardo Belgrado (1953)

Edoardo Belgrado (1953)

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OBRAS

Era natural de Udine, Itália, 1919/1999, região de Friule, quando criança trabalha com o pai, artesão, na restauração de antigos casarões de Veneza. Estudou em Veneza, no Licei Artitico di Venezia e na Accademia de Belle Arte, porém se forma arquiteto na Facoltá de Archilettura de Veneza.

Posteriormente instala-se em Trieste, onde monta seu primeiro estúdio, iniciando sua carreira nas artes plásticas e na arquitetura. Em Trieste trabalhou com o famoso arquiteto Marcelo D’Olivo, no projeto Cidade dos Meninos, em 1950.

Depois, já em Marselha, trabalha com o não menos famoso arquiteto Le Corbusier. Em seguida foi morar na Suíça.

Chegou em Campinas em 1953, já artista formado com idéias modernistas; contratado para realizar um trabalho arquitetônico; mas o sangue de artista o leva a sua segunda paixão as artes plásticas. Assim, envolve-se no meio artístico plástico da época, “iria se tornar um marco na história da arte contemporânea de Campinas e da interiorizacão da arte contemporânea no Estado e no Brasil”.

Ao despontar da quinta década do século, quando a arte se via renovada pelos diversos movimentos e propostas registradas na Europa e refletidos no Brasil, sobretudo a partir da “Semana de 22”; Campinas passeava à margem destas transformações, contendo e cultivando o academicismo mais puro, desconhecendo ou tomando contato superficial e esporádico com as idéias renovadoras, que se multiplicavam noutros quadrantes. A “I Bienal Internacional de São Paulo/1951”, já tinha abalado as sólidas pilastras do movimento acadêmico de Campinas, quando Thomaz Perina e Mário Bueno, começavam suas experimentações modernistas.

O movimento modernista começava timidamente em Campinas. Edoardo Belgrado e Raul Porto, tiveram a feliz idéia, de em “junho de 1958”, fundarem o Grupo Vanguarda, o Grupo funcionou como um catalisador do movimento modernista e agrupou os jovens artistas modernos de diversos segmentos.

O Grupo não existiu em cima de uma única tendência, nem criou ou tentou criar uma nova tendência. Desta forma o Grupo Vanguarda não se caracterizou como um movimento, serviu mais como um núcleo de captação e irradiação da arte, daí, talvez seu sucesso.

O material de consulta que Belgrado traz na bagagem, as revistas, os livros e os catálogos de movimentos vanguardistas, são passados de mãos em mãos entre os jovens, de modo a abrir-lhes novos horizontes. Através desse material, os jovens artistas campineiros passam a ter um bom material referencial dos conceitos estéticos vigentes na Europa, recebendo, ainda, informações de toda a sorte, desde a produção que o próprio Belgrado passa a executar no seu atelier campineiro e em intermináveis reuniões com troca de informações e orientações técnicas e artísticas.

Três anos depois, de chegar no Brasil, expõem no MASP, a convite de Pedro Maria Bardi, mostra então seus desenhos, que faziam parte de um estudo mais ambicioso. Em 1959 retorna à Itália, indo morar em Udine, sua cidade natal, onde veio a falecer em 1999.

Em 1979 e 1991, o Museu de Arte Contemporânea de Campinas - MACC, realiza importante individual do artista, com suas últimas produções no campo da pintura, trazidas da Itália por seu incansável e fiel amigo Raul Porto. Quando deixa a cidade, ao final da década de 50, Edoardo Belgrado despede-se de um grupo já consolidado, mergulhado em extenuante processo de criação e incorporado pelos artistas que, a partir daqueles anos, formariam a linha de frente do universo artístico contemporâneo de Campinas, hoje de inegável importância no somatório da arte brasileira e principalmente na interiorização da arte contemporânea no Estado e no Brasil.

Fontes de consulta : Catalogo “Grupo Vanguarda” Editado em 1981 pelo MIS Campinas, Coordenação/Pesquisa/Projeto Gráfico de Dayz Peixoto Fonseca; outras fontes “Arquivo Dimas Garcia”. Consulta Internet, Site’s : iar.unicamp///itaucultural///juliolouzada/// e outros. ./ 1955 . Francisco Biojone . É, Francisco Antão de Paula Souza Biojone, é natural de Campinas/SP em 1934, iniciou-se nas artes plásticas ainda criança, com professores de formação acadêmica, porém profissionalmente só em 1955, quando participa do “XII Salão de Belas Artes da Cidade de Campinas/SP”.

Porém o movimento modernista o leva a descobrir novos horizontes, ainda figurativo, a inquietação é uma característica constante de seu trabalho, que marca toda a sua obra através de experiências e tentativas de novas soluções plásticas e formas de expressão modernas para sua paisagem, à qual permaneceu fiel até hoje. Em 1958 passa a integrar o movimento do Grupo Vanguarda, o jovem artista, sem saber, tornava-se história.

Querer transformar o currículo de Francisco Biojone em dados numéricos é um exercício utópico, querer citar os mais representativos certames que teve a honra de participar – torna-se um exercício perigoso de injustiça. Do Grupo Vanguarda poucos, ou nenhum dos participantes, teve uma carreira tão variada e recheada de importantes participações.

Da grande critica de arte “Lisetta Levi”, teve a seguinte apresentação : “No passado, os quadros deste artista eram abstratos, a luminosidade da cor se destacava dos fundos escuros. Hoje os temas são paisagens, são largas superfícies que se expandem com delicadeza, interrompidas por um delicado grafismo.

As vastas perspectivas criadas pelas superfícies horizontais são interrompidas por leves linhas verticais. Surge assim um jogo abstrato de formas, de ponto e contra ponto.

As paisagens de Francisco Biojone podem ser sentidas também como pintura concreta, enquanto são paisagens, que através do grafismo, perdem a conotação da realidade. São paisagens mágicas, místicas, de sonho.

De fato Francisco Biojone não quer representar um determinado lugar, mas todos os lugares do mundo, enquanto os seu quadros não mostram o mundo exterior, mas o mundo interior do artista. Podemos dizer da paisagens de Francisco Biojone” : “Uma realidade não se vê, não se olha : se inventa”.

Fonte de informação: Catalogo “Grupo Vanguarda” Editado em 1981 pelo MIS Campinas, Coordenação/Pesquisa/Projeto Gráfico de Dayz Peixoto Fonseca; outras fontes “Arquivo Dimas Garcia”.
 

Fonte na Internet: http://iar.unicamp/itaucultural/juliolouzada/ e outros.