OBRAS
Natural de Dois Córregos/SP em 1936, faleceu em Campinas/SP em 1999. Seu pai era “ferroviário”, era um tempo em que havia estradas de ferro ligando a Capital com o Interior Paulista, era a famosa Companhia Paulista de Estrada de Ferro, em 1938 seu pai é transferido para trabalhar em Campinas/SP.
Em 1952, na vida escolar, começa a desenhar, ilustra poemas em jornais e faz projetos gráficos. Sua personalidade era a de um menino tímido na aparência, mas inquieto na essência.
Dir-se-ia que era introvertido, na realidade era mais ouvinte do que falante, sua energia era guardada para a arte e para seus projetos artísticos, onde se destacam, a “agitação cultural” com a criação e administração do Grupo Vanguarda; a criação da primeira galeria de arte da cidade, a Galeria Aremar (Ar e Mar); sua intensa vida artística e sua vida empresarial como agente de turismo. Em 1956, começa sua amizade com Thomaz Perina, então seu mestre.
Era um artista preocupado com a forma na arte. Sua curiosidade sempre aumentava, sempre e continuamente, daí a partir com o mestre para o modernismo foi um percurso natural.
Em 1957, participa da primeira exposição de arte contemporânea na cidade. Raul Porto caracterizava-se pôr ser um artista pesquisador.
Em 1958, passa a integrar o Grupo Vanguarda, movimento responsável pela interiorização da arte contemporânea e grande transformação nas artes plásticas então atrelada ao academicismo. Participa de todas as exposições, e importantes exposições do Grupo Vanguarda.
No Grupo além de artista irrepreensível, ele chamou para si a responsabilidade de cuidar de contatos, planejamentos e organizações de exposições; bem como da função de porta voz e/ou assessor de imprensa do Grupo. Era por natureza um homem de “marketing”, quando nem sonhavam com esta ciência os fazedores de opinião da época.
Segundo Thomaz Perina, o Grupo só existiu e sobreviveu; alcançou notoriedade; pelo trabalho de bastidor que fazia Raul Porto. No período compreendido entre 1959 a 1972, participa da V, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo.
Participa ainda neste período dos Salões Paulista de Arte Moderna de São Paulo/SP, Salão de Arte Contemporânea de São Paulo/SP, Salão de Arte Contemporânea de Campinas/SP, Salão de Arte de Curitiba/PR e uma centena de Salões Oficiais, Coletivas e Individuais. Possui obras em diversos acervos, onde podemos destacaar : Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo/SP, Museu de Arte Contemporânea de Campinas/SP, Acervo da Universidade de Campinas/SP - UNICAMP e em vários outros Museus Públicos e coleções particulares, no Brasil e no exterior.
É seguidamente premiado, destacando-se : Premio Aquisição na Bienal de São Paulo, Premio Governador do Estado no Salão Paulista de Arte Moderna, nos anos de 1965, 1969 e 1970 recebeu o Premio Aquisição no Salão de Arte Contemporânea de Campinas, foi Premiado por três vezes no Salão de Arte de Curitiba/SP e muitos outros prêmios. Expõe em Washington e Oklahoma, Estados Unidos; Galeria Isogaya em Tóquio, Japão.
Várias outras exposições pelas capitais de paises sul americanos, evento patrocinado pelo Itamaraty. Diversas exposições por importantes cidades de Japão, eventos patrocinados pelo ISPAA.
É do próprio Raul este depoimento : “Havia, claro, de minha parte, uma constante procura daquilo que seria a minha realização, do ponto de vista do trabalho criativo, a consecução, no âmbito formal, da arte que satisfaria meu próprio temperamento. Essa procura não era, simplesmente, uma procura do novo ou do revolucionário - para usar uma expressão emprestada ao vocabulário dos acadêmicos – nunca assumi atitude anti-arte : sempre encarei o estágio atual como irreversível; a evolução que se nota em todos os setores – é bom citar Waldemar Cordeiro : “o passado deve servir ao presente; a recíproca não vale” – tem que ser tomada como ponto de partida : daí para a frente – retroceder seria negar minha própria condição no tempo.”
Fonte de informação: Catalogo “Grupo Vanguarda” Editado em 1981 pelo MIS Campinas, Coordenação/Pesquisa/Projeto Gráfico de Dayz Peixoto Fonseca; outras fontes “Arquivo Dimas Garcia”.
Fonte na Internet: http://iar.unicamp/itaucultural/juliolouzada/ e outros.




