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Home De 1950 à 1959 Francisco Biojone (1955)

Francisco Biojone (1955)

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OBRAS

Francisco Antão de Paula Souza Biojone, o nosso Francisco Biojone, é natural de Campinas/SP em 1934, iniciou-se nas artes plásticas ainda criança, com professores de formação acadêmica, porém profissionalmente só em 1955, quando participa do "XII Salão de Belas Artes da Cidade de Campinas/SP". Porém o movimento modernista o leva a descobrir novos horizontes, ainda figurativo, a inquietação é uma característica constante de seu trabalho, que marca toda a sua obra através de experiências e tentativas de novas soluções plásticas e formas de expressão modernas para sua paisagem, à qual permaneceu fiel até hoje.

Em 1958 passa a integrar o movimento do Grupo Vanguarda, o jovem artista, sem saber, tornava-se história. Querer transformar o currículo de Francisco Biojone em dados numéricos é um exercício utópico, querer citar os mais representativos certames que teve a honra de participar - torna-se um exercício perigoso de injustiça.

Do Grupo Vanguarda poucos, ou nenhum dos participantes, teve uma carreira tão variada e recheada de importantes participações. Da grande critica de arte "Lisetta Levi", teve a seguinte apresentação : "No passado, os quadros deste artista eram abstratos, a luminosidade da cor se destacava dos fundos escuros.

Hoje os temas são paisagens, são largas superfícies que se expandem com delicadeza, interrompidas por um delicado grafismo. As vastas perspectivas criadas pelas superfícies horizontais são interrompidas por leves linhas verticais.

Surge assim um jogo abstrato de formas, de ponto e contra ponto. As paisagens de Francisco Biojone podem ser sentidas também como pintura concreta, enquanto são paisagens, que através do grafismo, perdem a conotação da realidade.

São paisagens mágicas, místicas, de sonho. De fato Francisco Biojone não quer representar um determinado lugar, mas todos os lugares do mundo, enquanto os seu quadros não mostram o mundo exterior, mas o mundo interior do artista.

Podemos dizer da paisagens de Francisco Biojone : "Uma realidade não se vê, não se olha : se inventa".

Fonte de informação: Catalogo "Grupo Vanguarda" Editado em 1981 pelo MIS Campinas, Coordenação/Pesquisa/Projeto Gráfico de Dayz Peixoto Fonseca; outras fontes "Arquivo Dimas Garcia".

Fonte na Internet: http://iar.unicamp/itaucultural/juliolouzada/