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Home De 1950 à 1959 Maria Helena Motta Paes (1958)

Maria Helena Motta Paes (1958)

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OBRAS

Natural no Rio de Janeiro/RJ em 1937, faleceu em Campinas/SP em 2005. Em 1958, através de Raul Porto ingressa no Grupo Vanguarda, conhece então, Edoardo Belgrado que é segundo Maria Helena Motta Paes “a primeira luz do meu caminho”.

Realiza sua primeira exposição individual em 1960, na Galeria Aremar de Campinas, com apresentação feita pelo critico de arte Waldemar Cordeiro. Participou de centenas de exposições : Salões Oficiais, Coletivas e Individuais, no Brasil, Japão, Estados Unidos e outros países.

Participou ainda em diversas ocasiões do famoso Salão Paulista de Arte Moderna de São Paulo/SP, Salão de Arte Contemporânea de São Paulo/SP e Salão de Arte Contemporânea de Campinas/SP, bem como da VII Bienal de São Paulo/1963 e da IX Bienal de São Paulo/1967. Possui obras vários acervos entre os quais podemos destacar : Museu de Arte Contemporânea da USP/São Paulo/SP, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte Contemporânea de Campinas/SP, Museu de Arte de Joinville/SC, Acervo da Universidade Estadual de Campinas/SP - UNICAMP e outros, alem de diversas coleções particulares do Brasil e do Exterior.

Foi seguidamente premiada, podendo ser destacado : Primeiro Prêmio XI Salão Paulista de Arte Moderna, Prêmio Aquisição no V Salão de Arte Contemporânea de Campinas e muitos outros. Constantemente reconhecida e premiada, recebeu o “Premio Leiner de Arte Contemporânea/1960”, era então na época, o mais importante e cobiçado Premio, evento e prêmio organizado e patrocinado pelo Jornal a Folha de São Paulo, com direito a exposição individual na Galeria Das Folhas, o mais importante e badalado Espaço Cultural da época.

Artista contemporânea, fundou o “Grupo Hoje” em 1961 para apresentação de novos valores em todos os setores da arte plástica, o movimento revelou entre outros valores : Afrânio Montemurro, João Protetti, Paulo Cheida Sans e Nadir da Costa, antes de seu encerramento em 1975. É citada no “Dicionário das Artes Plásticas no Brasil de Roberto Pontual” e no “Delta Larousse”.

Participou do famoso “Calendário de Arte Bosch do Brasil/1975”. De seu trabalho afirmava : “Minha problemática sempre foi o espaço.”

“De 1970 a 1977 o espaço se tornou metafísico e a paisagem se dividia em planos, céu, mar e terra. Meu objetivo era a forma como espaço e neste espaço a vivência metafísica com suas linhas do horizonte, seus mares, suas terras e seu infinito.

O concretismo levou-me à construção de minha linguagem espacial metafísica. Em 1977, o espaço metafísico se transforma em espaço terra. Em 1981, a linha do horizonte é horizonte e o infinito é hoje.

Espaço terra, espaço amazônico, espaço verde e amarelo. Problemática amazônica, onde a “matéria densa sulcada por linhas vetores de uma construção espacial”, estivesse agora corporalizada no espaço terra, pressentido e achado no espaço amazônico, com a mesma significação espacial.”

Depoimento dado pela artista em 1981, a sua última exposição, com seus últimos trabalhos, uma grande individual no MACC – Museu de Arte Contemporânea de Campinas, realizada no segundo semestre de 2004, vinha a confirmar a linha fiel de trabalho da artista : o espaço, o espaço terra e finalmente o espaço amazônico.

Fonte de informação: Catalogo “Grupo Vanguarda” Editado em 1981 pelo MIS Campinas, Coordenação/Pesquisa/Projeto Gráfico de Dayz Peixoto Fonseca; outras fontes “Arquivo Dimas Garcia”. 

Fonte na Internet: http://iar.unicamp/itaucultural/juliolouzada/ e outros.