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Ademar Manarini (1962)

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OBRAS

Nasceu em Campinas/SP em 05 de abril de 1920, residiu até 1933 em Valinhos/SP, mudou-se para São Paulo/SP em 1933, morando na Capital até 1962, quando veio para Campinas/SP, onde morou e desenvolveu boa parte do seu trabalho, até seu falecimento em 1989. Iniciou-se na fotografia, em 1950, como autodidata.

Como estudioso da arte fotográfica foi membro do Foto Cine Clube Bandeirantes de São Paulo por vários anos, participando do movimento denominado "Escola Paulista". Foi considerado um dos 90 melhores fotógrafos brasileiros de todos os tempos, pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro/RJ.

Na sua primeira fase fez estudos com retratos em P&B, capturando flagrantes de São Paulo/SP e de sua periferia, trabalhos estes conhecidos como de sua "fase social". Fez experiências com fotogramas e viagens, é a sua "fase experimental", além de composições geométricas.

Nesse período foi convidado a participar do "Salão Ruptura de Arte Concreta", em 1952. Integrando o grupo de artistas pintores e escultores liderados por Waldemar Cordeiro, participou da Sala de Fotografia da II Bienal de São Paulo (1953/1954), em conjunto com outros membros do Foto Cine Clube Bandeirantes; participou ainda de diversos Salões de Fotografia Nacionais e Internacionais.

Participando dos Salões Internacionais, expôs na Espanha, França, Itália, Portugal, Suécia, Dinamarca, Holanda, Japão e Argentina. Membro da Federação Internacional de Arte Fotográfica (FIAP) recebeu na Argentina o Prêmio "Homenagem a Alejandro C. del Conte". Em 1954 realizou mostra individual no Museu de Arte Moderna de São Paulo/SP).

Ademar Manarini foi industrial de sucesso nos ramos de equipamentos de pesca, biotecnologia e agropecuária e em função de atividades nestas áreas passou a utilizar a fotografia para registro de plantas, especialmente orquídeas e flores, resultantes de seu trabalho como orquidófilo. Retomou a fotografia como atividade artística no final da Década de 1970.

A partir daí realizou experiências com dupla exposição, com sombras e reflexos, com grafites, detalhes de muros ou tapumes, agora explorando a cor e a textura. Realizou exposições individuais na Galeria do Centro de Convivência Cultural de Campinas/SP em 1983 e na Galeria Aquarela de Campinas/SP em 1984.

Em 1985 fez grande exposição retrospectiva no MIS - Museu da Imagem e do Som, em São Paulo/SP, e outra individual como convidado no Espaço da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) no Rio de janeiro/RJ. Participou também de diversas exposições coletivas com artistas campineiros, tanto em Campinas/SP como em outras cidades.

Em 1988 realizou exposições individuais em: Aliança Francesa de Campinas/SP; Galeria de Arte da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas/SP, mostrando fotos de muros; Galeria Aquarela de Campinas/SP, mostrando fotos documentais sobre pesca e no Rio Design Center, no Rio de Janeiro/RJ, com fotos de orquídeas. Recebeu o Título de Sócio Honorário do Foto Cine Clube Bandeirantes, em reconhecimento pelos "relevantes serviços prestados à arte fotográfica", durante 48 anos.

Em abril de 1989, em meio à intensa produção e criatividade, Ademar Manarini faleceu em São Paulo/SP, era 12 de abril de 1989. Abria-se uma irreparável lacuna no movimento artístico plástico de Campinas/SP, não só pela excelência de seu trabalho, como pelo apoio que dava ao movimento das artes plásticas da cidade.

Manarini, além de seu magnífico trabalho, era um grande colecionador de obras de artes e não menos importante incentivador das artes plásticas. Foi com muita pena e tristeza que o movimento artístico plástico de Campinas/SP, viu que sua família, mesmo podendo financeiramente, não fez qualquer movimento para preservar sua importância no movimento artístico plástico da cidade, o mínimo que se esperava era a criação da "Fundação Ademar Manarini".

Fonte de informação: Arquivos de Dimas Garcia, de Thomas Perina e Livro Ademar Manarini - Fotografia da Editora Expressão e Cultura.

Fonte na Internet: Em breve