OBRAS
Natural de Rio Branco/MG em 1923; faleceu em Santos/SP em 2004. Mudou-se para Campinas/SP ainda criança. A primeira fase de sua carreira artística plástica é acadêmica.
Porém como artista contemporâneo, sua formação é rigorosamente de um autodidata. De temperamento pacato e acomodado, pois “mineiro” era, sua mudança do acadêmico para a pintura moderna deu-se mais lentamente que a de seus companheiros Thomaz Perina e Mário Bueno.
Somente em 1960 integra-se ao Grupo Vanguarda com paisagens abstratas em matéria grossa. A participação no Grupo Vanguarda motiva-o a evoluir em suas pesquisas formais, descobrindo acidentalmente a colagem como elemento de pintura.
A colagem caracterizou sua obra durante todo o período pós 1960, primeiramente usada como elemento aplicado sobre a tela, sem receber nenhuma alteração. Posteriormente, é a colagem aplicada à tela como elemento de textura, ou matéria, coberta por formas geométricas e pintura.
Em 1967, usa a colagem em volumes vazados, permitindo a visualização simultânea de diversos planos. Seu entusiasmo em sua fase moderna dependeu de sua participação no Grupo Vanguarda e em várias coletivas que envolviam os melhores artistas de Campinas/SP.
O seu trabalho mereceu o parecer de Mário Schemberg, em catálogo de apresentação de Exposição Individual na famosa Galeria da Aliança Francesa de Campinas/SP, em 20/OUT/1966 : “Logo no início de seus trabalhos com colagens, Enéas Dedecca empregou sistematicamente efeitos de desordem quase caótica, posteriormente simplificou e ordenou a estrutura da colagem, voltando à sua tendência construtiva originária. Isso correspondeu às suas inclinações mais profundas e o levou a resultados bem mais satisfatórios, as colagens recentes de Enéas Dedecca são, indiscutivelmente, das mais belas feitas no Brasil.
Nelas consegue integrar harmonicamente impressos com marcas de produtos bem conhecidos, desenhos de círculos e outras formas geométricas, retalhos de estopa, utilizando também pintura com muita propriedade”.
Fonte de informação: Catalogo “Grupo Vanguarda” Editado em 1981 pelo MIS Campinas, Coordenação/Pesquisa/Projeto Gráfico de Dayz Peixoto Fonseca; outras fontes “Arquivo Dimas Garcia”.
Fonte na Internet: http://iar.unicamp/itaucultural/juliolouzada/ e outros.








