OBRAS
Berenice Toledo é o nome artístico de Berenice Henrique Vasco de Toledo, é natural de Amparo/SP em 1940, veio para Campinas, para completar seus estudos. E aqui construiu sua vida e trajetória artística, tornando-se uma consagrada artista plástica: destacou-se como desenhista e gravadora, entre outras atividades artísticas dentro do mundo das artes visuais.
Entre suas centenas de participações devemos destacar: 1973 . XII Bienal Internacional de São Paulo. 1974 . Bienal Nacional - Com "Mulher Totêmica", São Paulo/SP. 1975 . XIII Bienal Internacional São Paulo - Equipe Convívio "Sempre". 1976 .
VIII Salão Nacional Belo Horizonte/MG - No Museu da Pampulha. 1977 . XIV Bienal Internacional de São Paulo. Com o trabalho "Tabela". 1978 . XXXIV Salão Paranaense - Curitiba/PR. 1980 .
I Salão Paulista de Artes Visuais - Paço das Artes - São Paulo/SP. 1980 . III Salão Nacional Artes Plásticas, MEC/FUNARTE,Rio Janeiro/RJ. 1980 . Panorama Arte Atual Brasileira-Desenho/Gravura-MAMSãoPaulo. 1980 . XIX Prêmio Internacional "Dibujo Juam Miro"-Barcelona,Espanha. 1980 . Expo. Sala de Cultura "La Cajá de Ahorros de Navarra - Espanha". 1981 . MAC/USP - São Paulo/SP - I Salão de Fotos - "Idéia". 1982 . III Mostra Desenho Brasileiro - Curitiba/PR - "Hors Concour". 1982 . Exposição de Gravura em Kanagawa, Japão. 1987 . Expo.Individual - Museu Arte Brasileira "FAAP" São Paulo/SP.
Entre dezenas de premiações devemos destacar: 1973 . Premio Aquisição-VI Salão Of. A. Contemporânea Piracicaba/SP. 1976 . Premio Aquisição-VIII Salão Nacional de Belo Horizonte/MG. 1978 . Premio Aquisição-Cidade Ribeirão Preto/SP. Salão Arte. 1978 .
Premio Aquisição-Prefeitura Municipal Limeira/SP. Salão Arte. 1981 . Premio Aquisição-XXXVII Salão Paranaense - Curitiba/PR. 1981 . Premio Aquisição-VI Salão de Arte de Ribeirão Preto/SP. 1981 . Grande Premio Casa Velha-I Salão Nacional Novo Hamburgo/RS. 1982 .
Premio Aquisição-XXXV Salão Arte de Pernambuco - Recife/PE. 1982 . Grande Premio Cidade Piracicaba-XV Salão Arte Piracicaba/SP. Coletando algumas considerações criticas de Radha Abramo, analisando a técnica da artista nos trabalhos que participam da Exposição "Lugar, Lugares", que a critica denomina "Lugares de Olhares", destacamos: "O trabalho de Berenice Toledo, exposto no Museu de Arte Brasileira - FAAP merece nossa especial atenção.
Essa é uma mostra reveladora de uma artesã sutil e extremamente capaz de escrever um discurso plástico com determinação. Seu meio de expressão é o desenho e ela o executa apenas com o recurso do grafismo negro versus branco.
Tenho um grande respeito pelos artistas como Berenice Toledo, que, usando uma única cor, procuram versá-la nas mais intricadas alternativas plásticas. O papel é branco, o desenho é negro.
É o papel, portanto o lugar virtual das cores. Na verdade, a artista trabalha mesmo com o branco do papel, dominando-o com o grafismo negro. As formas do desenho são determinadas pela luz que é o branco natural do papel. Berenice Toledo enfrenta com extrema perícia as variantes gráficas compondo um discurso artístico preciso e comovente.
Ela trabalha o tema "Lugares" extraindo desse conceito vertente gráficas nas quais demonstra uma poderosa capacidade técnica. Em resumo, ela mostra que sabe fazer aquilo a que se propõe fazer".
(a. Radha Abramo) No catálogo "Lugar, Lugares", Editado pelo Instituto de Artes da Unicamp, encontramos o seguinte depoimento de Berenice Toledo: "Lugar, Lugares".
"A princípio foram guardadas e recriadas imagens significativas. Tudo, com o caráter ilusório da fotografia, foi desenhado. A matéria recortada pelo "crayon", aparenta caminhos penetráveis até o espaço que sobra: branco do papel.
Intenção - a retina transforma-se em desenho". No mesmo catálogo, encontramos o seguinte depoimento de Bernardo Caro: "Uma trajetória - Uma ponte". "Caminhar juntos durante 15 anos é o suficiente para conhecer Berenice Toledo, sua trajetória e sua obra.
Mesmo tendo-a conhecido em 1957 no Instituto de Educação Dr. Coriolano Burgos de Amparo/SP, onde eu era professor, somente em 1972, nas aulas de Pintura do Curso de Desenho de Plástica da PUCCampinas, foi que tive o primeiro contato artístico.
Berenice aluna, despontava como um dos mais promissores talentos e já a partir daqueles momentos teve início uma trajetória brilhante de entusiasmo, dedicação e criatividade. Reconhecendo em Berenice Toledo uma excelente profissional, convido-a para ser uma das professoras dos cursos livres da "Galeria Girassol" sob minha responsabilidade e em seguida para criarmos a Escola "Convívio de Arte".
Uma ponte, um lugar, uma escola, um objetivo: "arte" - Está feita a ligação: "arte-educação versus artista plástico". Foram inúmeras lutas de sucessos e fracassos - propostas artísticas, ensino, equipes, frustrações e alegrias.
Uma trajetória quer seja como membros de equipes em muitas obras como: "Menino de Papelão" (1973); "Mulher Totêmica" (1974) Premio Bienal Nacional; "Sempre (1975), "Tabela" (1977) e uma bela participação na Bienal Latino-Americana (1978). Uma trajetória onde sua personalidade que se caracteriza também pela liderança, fez com que as referidas propostas artísticas tivessem o alto nível artístico que alcançaram.
Individualmente, sua obra artística foi sempre um constante procurar, descobrir e desafiar conceitos, modismos e posturas do sistema que direciona a arte brasileira. Caminhou pelo abstracionismo formal com sucesso, porém retorna à figura, principalmente na série: "Guardados", onde já é um prenúncio das obras atuais.
Quase que totalmente fiel ao branco e preto, consegue nos sugerir cores das mais vibrantes. Falar das obras atuais seria citar toda trajetória artística e, por conseguinte, por tudo que já vivenciei posso afirmar: "é uma obra séria, de uma criatividade fantástica, que nos envolve e nos liga através de uma ponte a um mundo de hoje, com elementos que guardamos no mundo de ontem: é arte". (a. Bernardo Caro) As imagens que vão a seguir editadas são assim explicadas no olhar de Radha Abramo: "Em outra série de desenhos composta por figuras greco-romanas, o espectador é substituído pelas imagens de cães".
"Uns latem e vociferam contra as esculturas, outros olham para o horizonte vago, sem dar-se conta das imagens". "A artista faz uma sutil ironia com seus "lugares" e os nossos "olhares" estabelecendo entre ambos uma correspondência imbricada, justa, mostrando-nos coisificados".
Fonte de informação: Diário Popular de Campinas. Catálogo UNICAMP. Arquivo Particular Dimas Garcia.
Fonte na Internet: www.unicamp.br / www.faap.br / www.juliolouzada.com.br / www.iuatculturaç.org.br








