Reynaldo Bianchi começou sua vida artística plástica em 1970, conforme depoimento em entrevista no Caderno C do Correio Popular de Campinas/SP em 17 de março de 1991.
Dizia então Reynaldo Bianchi, respondendo questionamento da Repórter Célia Siqueira Farjallat : "Bem. Comecei em 1970, ganhando os Prêmios Aquisição no LX Salão de Arte Contemporânea de São Caetano do Sul/SP e no mesmo anos do II Salão der Arte Contemporânea de Piracicaba/SP. Naquele ano conquistei ainda o Troféu Comunicações do Correio Popular . . . acho que foi um começo feliz".
Depois deste começo auspicioso Reynaldo Bianchi, nunca mais parou, não tinha porque parar. Pesquisou muito. Experimentou novas técnicas. Estudou texturas, madeira, tintas e mil outras experimentações.
Incessantemente participou de individuais, coletivas, Salões Oficiais, em diversas cidades e locais como : Museu de Arte Contemporânea de Campinas/SP; Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas/SP; Espaço Cultural do SENAC Campinas/SP; Galerias do Centro de Convivência Cultural de Campinas/SP; dezenas d Salões Oficiais. Enumerar e relacionar tudo é um trabalho exaustivo e não teríamos espaço a nossa disposição no Jornal.
Bianchi se classificava como um escultor de vanguarda e um pintor que fazia uma arte impressionista moderna. Como "designer", seu lado comercial, era de uma marca própria e única, Reynaldo Bianchi era simplesmente Reynaldo Bianchi, não tinha perfil comparativo, ele era uma marca.
Reylado Bianchi era destes artistas q eu trazia no sangue a inclinação para as artes plásticas. Era seu pensamento : "Quem seriamos nós sem a presença deste sopro criador ? Desta vontade incontrolável de transpor para a tela, para o papel, para o mármore e o barro, nossos sonhos, nossas angústias, nossas alegrias ? Acho que seriamos trogloditas . . . Mesmo o homem primitivo possuía inclinações artísticas. Daí as pinturas rupestres. Admirei muitas destas na Espanha, nas famosas grutas de Altamira. Outras admirei aqui mesmo no Brasil e no Museu de História Natural de Nova York vi um iglu, feito de presas de mamute, pêlos homens primitivos. Havia música ambiente. Eram sons estranhos, como deveriam ser aqueles do começo da humanidade . . . "
Reynaldo Bianchi, não sabemos precisar o ano, teve sua carreira interrompida por um acidente estúpido, é verdade que um acidente contemporâneo . . . vitima de um assalto, não se sabe se reagiu ou não, praticamente no centro de cidade de Campinas/SP, cruzamento da Avenida Barão de Itapura com Avenida Brasil, durante a luz do dia, com "n" pessoas circulando pêlos arredores, um tiro, um único tiro, ceifou sua vida . . . Um melancólico fim para quem amava tanto a vida o ser humano e o "belo".
Fonte Informação: Arquivo Dimas Garcia.
Fonte Internet: Não Disponível.



