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Galeria Aquarela (1982)

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OBRAS

Foi inaugurada em novembro de 1982, portanto, agora, em 2008, esta completando 26 (vinte e seis) anos de atividade. A "Aquarela" é uma das mais tradicionais Galerias de Campinas.

Podemos afirmar: "Uma exceção, na dança do abra e fecha dos "espaços" e/ou "cantinhos culturais" da cidade". Dirigida por Luisa Raposo e Patrícia Henriques, ambas amantes da arte e, incansáveis batalhadoras, a Galeria ao longo destes vinte e seis anos já promoveu centenas de eventos de artes plásticas.

Inúmeros artistas consagrados já participaram de mostras realizadas pela Aquarela, entre os quais podemos destacar: Ademar Manarini, Afrânio Montemurro, Dimas Garcia, Egas Francisco, João Proteti, Mário Bueno, Thomaz Perina, Zalochi e muitos outros artistas plásticos de Campinas. O espaço também já promoveu uma exposição com obras do paisagista Roberto Burle Marx, assim como mostras de artistas internacionais, a exemplo do espanhol Fernando Casas.

Atualmente Afrânio Montemurro mantém seu ateliê de cerâmica no local. Para entender o movimento artístico plástico da província é preciso saber -Campinas é uma cidade com muitos "cantinhos culturais".

Mas, numa dinâmica meio louca, num movimento pendular, entre o "amo-te" e o "odeio-te", com muita facilidade abre-se "cantinhos culturais" e com a mesma facilidade, encerra-se sistematicamente as atividades destes "cantinhos culturais". Mas, mesmo assim... Neste piscar de estrelas na "Constelação".

É possível se conhecer a criação dos artistas da cidade visitando-se "cantinhos culturais". São espaços culturais e galerias, que vão das tradicionais às mais modernas.

E não podemos nos esquecer do importante trabalho, realizado pelos chamados espaços alternativos... Muitos desses locais: espaços culturais, galerias, espaços alternativos - se mantêm na ativa há décadas e contam parte da história da produção artística de Campinas.

Apesar da proximidade da Cidade de São Paulo, que é a grande referência de Centro Cultural do Estado e até do País... Apesar da concorrência diríamos quase desleal... Campinas também, respeitando a divida proporção em relação a São Paulo, é referência, tem tradição e oferece boas opções para quem procura arte e entretenimento.

E uma destas "opções"... Um tradicional "cantinho cultural...". É a "Galeria Aquarela". Em 1982, Patrícia Henriques e Luisa Raposo, fundaram a "Galeria". Localização privilegiada, à Rua Frei Manoel da Ressurreição 746, Guanabara.

Bem perto do famoso "castelo d'água", bem lá no alto do Bairro Castelo, que é bom que se diga, apesar de ser super-conhecido, não existe oficialmente e, também perto da Escola Preparatória de Cadetes do Exercito. A "Galeria Aquarela" durante anos trabalha com a nata da produção artística plástica de Campinas.

Outra característica da Galeria Aquarela é que ela sempre trabalhou com um mesmo grupo de artistas, ora acrescentando um outro que se destacava em substituição ao "artista da casa", que por algum motivo não podia participar dos eventos por ela patrocinados. Para Dimas Garcia consagrado artista contemporâneo e ativo "agitador cultural": Ao artista cabe criar... Produzir... Livre solto... Como diz a música popular, produzir "contra o vento sem lenço e sem documento...".

O seu papel, o papel dele artista, é complementado pelo trabalho realizado pelos "cantinhos culturais" de levar ao conhecimento do público seu trabalho. Isso vem sendo feito modestamente pelos museus e espaços expositivos oficiais.

Mas de uma forma mais, diria democrática, pelas galerias e espaços culturais do setor privado, mesmo pelos chamados espaços alternativos... Dimas Garcia que está na lide desde 1960 e, em Campinas desde 1970, lembra de uma Campinas culturalmente mais ativa no passado.

Havia mais mostras de arte, os artistas eram mais unidos, a cidade cresceu muito e afastou um dos outros... É verdade que os agentes aglutinadores ainda existem... Mas o "rol" de bons artistas é muito grande... As Galerias têm um papel importante neste trabalho, mas elas ficam perdidas entre "exercitar a cultura" ou "sobreviver economicamente".

Agora, a coisa está um pouco lenta ou quase parada, refletindo o pensar de nossos políticos e administradores públicos atuais; "isto, partindo da premissa otimista, que eles pensam...".

Mas os "cantinhos culturais" vão seguindo sua sina... Mesmo tendo que diversificar suas atividades, oferecendo ora: cursos de arte, serviços de molduras, de restauração de quadros e até de bufê para festas.

E neste quadro estão as "meninas" da Galeria Aquarela, fazendo dos "seus amores" pela arte e pela cultura, um trabalho relevante para a divulgação do trabalho do artista, assim é importante aliar a divulgação à comercialização, porque o artista vive da sua arte. E hoje é um milagre conseguir sobreviver de arte.

Mas nem tudo são flores. As dificuldades para que as galerias se mantenham em funcionamento são grandes.

O MAMCampinas conhece bem estes heróicos redutos e seus heróicos administradores, dedicados ao mundo artístico na cidade, podemos assim afirmar: É possível admirar arte, trocar idéias sobre a produção artística, comprar boas obras da arte local e, quem sabe até, arriscar seus primeiros traços ou pinceladas. Das realizações da "Galeria Aquarela", responsável durante 26 anos por dezenas de importantes eventos de artes plásticas, merece nossa atenção: 1985 .

"Projeto Grande Formato", que reuniu numa mostra Afrânio Montemurro, Alberto Teixeira, Bene Trevisan, Emanuel Rubin, Francisco Biojone, Heloisa Alvim, João Proteti, Lúcia Ribeiro, Mario Gravem Borges, Píndaro Zerbinatti, Thomaz Perina e Yugo Mabe. 1991 .

"Catálogo Galeria Aquarela Arte Contemporânea", trazendo imagens de trabalhos de artistas que trabalharam com a Galeria, onde vamos encontrar: Ademar Manarini, Afrânio Montemurro, Antônio Brunoro Neto, Bene Trevisan, Cecília Akemi, Egas Francisco, Emanuel Rubin. Ermelindo Nardin, Fernando Casas, Francisco Biojone, Geraldo Jürgensen, Geraldo Porto, Hélio Leites (Lete), Heloisa Alvim, João Do Monte, João Proteti, Lúcia Fonseca, Lucy Salles, Marco Serra, Mário Bueno, Maurício Squarisi, N. Portilho Geraldo, Thomaz Perina, Roberto Burle Max, Rubem Grilo. 1996 .

"Campinas Contemporânea", que reuniu numa mostra Ademar Manarini, Afrânio Montemurro, Carlos Parada, João Proteti, Mário Bueno, Thomaz Perina, Vanderlei Zalochi. Os trabalhos expostos, vão a baixo reproduzidos.

Fonte de informação: Reportagem da Revista Metrópole, Reportagens Caderno "C" Correio Popular, Catálogos e Convites da Galeria, Arquivo particular de Dimas Garcia.

Fonte na Internet: www.iar.unicamp.br / www.itaucultural.org.br