OBRAS
Marcio Rodrigues é o nome artístico de Marcio Roberto Rodrigues, natural de Campinas/SP em 14 de outubro de 1950. Nasceu em um Bairro da Periferia da Cidade, naquela época o então Bairro do Palheiro, hoje Vila Santa Odila.
Bairro de poucas casas e uma pequena escola, com uma única sala de aula, onde se aprendia simultaneamente os três primeiro anos do então primário. Influenciado por seu pai, operário, porém com o dom de desenhar, passava muitas "noitinhas" desenhando com o pai que fazia caricaturas.
Autodidata, cresceu praticando desenho com o pai e pintura em materiais diversos, com sobra de tintas de algumas construções que iam aparecendo com o progresso do Bairro. Em 1962, com 12 anos, já no Curso Ginasial, ganhou seu Primeiro Premio de desenho e pintura num Concurso Interno do Colégio.
Foi suficiente para o menino acreditar, que não era tão fugaz o seu sonho de "ser um grande pintor". O desenho premiado era uma paisagem urbana, retratava uma cidade e suas casas.
Nunca mais deixou este tema, casas, favelas, interiores... Mesmo divagando com outros temas, sempre se torna marcante a presença do homem, sua casa, sua habitação, seu cotidiano. Conheceu e pintou com grandes pintores ao longo do tempo.
Entre eles Aldo Cardarelli, em Campinas, de quem recebeu aulas de desenho livre. Depois de um intervalo de tempo, apenas desenhando e pintando para si, voltou a se dedicar fortemente à pintura, quando em 1986, viajando com a família para El Salvador na América Central, a serviço da ONU, encontrou e se tornou grande amigo do maior aquarelista de El Salvador, Mauricio Puente, hoje radicado e pintando nos EUA.
As casas eram também temas dominante das pinturas de Puente. Apaixonou-se pelas aquarelas e dedicou-se vários anos a esta "técnica maior". Durante os quatro (4) anos que viveu em El Salvador, a grande maioria de seus trabalhos foram em aquarelas. Participou de vários concursos e salões, expunha regularmente nas Galerias locais, sempre com suas aquarelas povoadas por casas e prédios, o homem e seu cotidiano.
Além de Maurício Puente, conviveu com outros grandes artistas salvadorenhos como, Ruben Martinez, escultor e pintor, Julia Dias, pintora que empresta seu nome ao Museu Julia Dias, M. Rivas, pintor primitivista, entre outros.
Depois veio a dedicação aos óleos e aos acrílicos, técnica predominante hoje em seus quadros. Suas pinturas são marcadas por técnicas simples, pela mensagem direta e pela liberdade de interpretação.
Uma pintura contemporânea, figurativista, realista, porém que não se prende a regras, ou escolas ou tendências, sempre procurando a seu ver, a expressão do belo, em sua opinião a obra de arte tem que ser bela, não importando aquilo que é retratado. São quase sempre marcadas por linhas definidas, que norteiam e sustentam seus personagens.
Apesar disso, abrem um espaço para interpretações e questionamentos. Para o autor, os homens, suas atitudes, seu lugar, sua realidade, têm em si um lado belo, o lado do sonho, e por isso assim o retrata como tema central de toda sua obra, e o faz nos pequenos detalhes e situações do cotidiano.
Participou de muitas Exposições Coletivas e Salões de Arte, no Brasil e no Exterior, conseguindo premiações, entre elas algumas Medalhas de Ouro e Prêmio de Melhor Trabalho do Salão. Constatamos que em 1999 participou do VIII SindCon Arte, II Salão Nacional de Arte Figurativa Moderna, tendo recebido o Premio Menção Honrosa.
Em 2000 participou do V Salão Nacional de Arte Contemporânea e em 2004 participou do XIII SindCon Arte, VII Salão Nacional de Arte Contemporânea como Artista Convidado. Em 2000 motivado pela oportunidade de expor em São Paulo, desenvolve a mostra "Da Realidade ao Sonho", exposta na Galeria do Conjunto Cultural da Caixa, em São Paulo.
Esta coleção motiva a realização de outras duas mostras em Campinas, uma delas no Espaço Cultural da Academia Campinense de Letras e culmina o ano com a Premiação Oficial da Câmara Municipal de Campinas a "Medalha Carlos Gomes". "Por relevantes serviços prestados à Cultura...".
Depois de 2004, convivendo e incentivado por grandes artistas campineiros, como Thomaz Perina, Vanderlei Zalochi e Dimas Garcia, passa dedicar-se com maior ênfase à síntese da criação e a utilização de traços mais marcantes e definidos na elaboração dos seus trabalhos. Seu trabalho mais recente sintetiza ainda mais os traços e valoriza as cores pálidas, que permitem uma maior viagem sobe a interpretação de suas obras.
Fonte de informação: Dados fornecidos pelo próprio artista. Catálogos do SindCon Arte.
Fonte na Internet: Em breve









