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Home De 1980 à 1989 Vanderlei Zalochi (1983)

Vanderlei Zalochi (1983)

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OBRAS

Nascido Vanderlei Soares Zalochi, é natural de Campinas/SP em 11 de abril de 1944. Pintor, gravador e escultor contemporâneo, é autodidata; mas o angulo que mais nos atrai neste “ariano” é o sua necessidade compulsiva de criar, de produzir, de ouzar.

O gosto pelas artes plásticas está no sangue, porém o destino levou-o para outros estudos – a medicina. Diz o ditado popular “de médico e louco todos temos um pouco”.

Realmente tem razão a filosofia popular, a medicina ficou com o homem lógico, a cultura artística plástica ficou com o homem louco, criador obsessivo. Apesar de a profissão lhe exaurir todos os momentos, em momentos de lazer e reflexão, ousavam desenhar, pintar e timidamente alimentar seu lado artístico plástico.

Em 1983, pôr intermédio de um amigo comum, passa a conhecer Dimas Garcia. Este lhe apresentou Thomas Perina. E, pôr sua vez, Thomaz Perina lhe apresentou Mário Bueno. “O destino completava sua teia”, criou-se um relacionamento tão estreito, entre os quatro amigos artistas, Dimas Garcia, Mário Bueno, Thomaz Perina e Zalochi, que só a morte em sua inexorável sina, afastaria um dos outros; o primeiro a partir foi Mário Bueno.

Este relacionamento que se fortaleceria ano após ano, podemos dizer, seria um motocontinuo do movimento artistico plástico contemporâneo de Campinas, pós Grupo Vanguarda. Já em 1983, Zalochi passa a produzir profissionalmente, para ainda neste mesmo ano realizar sua primeira mostra no Espaço Cultural da Delegacia Regional da Cultura do Estado.

Era o início de uma meteórica carreira de artista plástico. Em 1986, quando de uma exposição sua no Espaço Cultural do SESI, Avenida Paulista em São Paulo/SP, o Professor Adriano Colangelo dizia sobre o artista : “. . . “Zalochi é um senhor abstrato, explora inteligentemente o espaço, que divide em superfícies ordenadas, nas quais as cores se organizam musicalmente, as vezes em contrapontos, outras em linhas melódicas, suaves, num caráter intimista, que recorda, apesar do grande tamanho de suas obras, a música camerística.

Então concluímos, com alegria por apresentar um artista deste porte, que a arte moderna verdadeira não precisa seguir as diretrizes modistas ou as pesquisas de um marketing seguramente anti-estético, mas, ao contrário, obedecer a um rigor, uma disciplina e uma seriedade de intenções que são o aspecto externo de uma filosofia e de uma visão do mundo profundamente íntimas e vividas de quem é honesto consigo mesmo e com os outros. Seu grande amigo, Mário Bueno, em 1993, em um texto critica de apresentação, quando de uma individual dele na Galeria Aquarela disse: "Zalochi nos revela, na sua pintura atual, uma aproximação, assim entendemos, com a arte bizantina; na sua característica decorativa e na ordem de composição dos seus magníficos mosaicos.

Pelo menos como uma revisão pessoal na cultura daquela antiga civilização. Sem nenhuma preocupação nostálgica e apenas para confrontação, aí está a mostra de Zalochi para sua verificação.

" Os anos passaram, já se conta em mais de uma centena suas participações em Salões Oficiais, Individuais, Individuais Simultâneas, Exposições no Exterior, Coletivas, Júri de Salões, Curadorias e outras atividades artísticas plásticas.

Fonte de informação: Arquivo Dimas Garcia.

Fonte na Internet: http://iar.unicamp/itaucultural/juliolouzada/ e outros.