OBRAS
Zé Cordeiro, natural de São Paulo/SP em 1942, nasceu no Bairro do Ipiranga, bem perto do Museu do Ipiranga. Visitando constantemente o Museu do Ipiranga, com seu pai, se encanta com o quadro de Pedro Américo, a criança toma gosto pela pintura, sonha tornar-se um grande artista plástico e, um dia pintar um quadro tão grande e famoso como o de Pedro Américo: "O Grito do Ipiranga".
Em 1966, agora já jovem, é atrevido, trabalhador e artista nas horas vagas. Decidiu tentar entrar no XV Salão Paulista de Arte Moderna. Inscreveu-se e foi classificado... Entrou... Nascia o artista plástico "Zé Cordeiro", agora já mais confiante, assumindo sua pintura regionalista. Seguindo orientação de Aldemir Martins, foi para Recife, fez longas viagens pelo sertão nordestino para pesquisar a vida dos cangaceiros, beatos e vaqueiros.
Morou alguns anos em Salvador, Bahia. Respirou o ar cultural nas ruas e becos da Cidade Baixa, as festas, o folclore, as Mães de Santo e seus Terreiros, as feiras, o mercado, as praias e os pescadores, o "botecos", enfim a vida com sotaque "bahiano" que rolava e rola naquele pedaço abençoado do Brasil.
A temática de Zé Cordeiro foi então tomando o formato das fortes imagens do nordeste do Brasil, seus usos e costumes, na realidade era a manifestação da herança genética levando-o de volta à suas origens ou a origem inicial de seus familiares. Daí para frente foi um caminhar de sucessos...
Em 1980, Zé Cordeiro com sua companheira Edna de Araraquara, mudam-se para Campinas/SP. E abrem a Casa da Arte Brasileira, que funcionou, simultaneamente, como ateliê, escola de artes plásticas e galeria de arte, abrindo um grande espaço para a divulgação e a expansão de diversas manifestações artísticas e culturais.
Em Campinas/SP, Zé Cordeiro assumiu a função de grande "agitador cultural". Segundo Dimas Garcia, a Década de 1980, sob a batuta de Zé Cordeiro, foi uma das Décadas mais efervescentes da cultura artística plástica de Campinas/SP.
Foi neste período que pintou o quadro que vai abaixo posto com seis reproduções. Foi pintado sob encomenda para um amigo e admirador "Salem Maluf" o pano de fundo é o famoso "Mercadão Municipal".
Porém os personagens do "Mercadão"... Os coadjuvantes são pessoas conhecidas do mundo artístico da época, seus amigos e conhecidos com quem mantinham estreita amizade ou então grande admiração.
Podemos destacar os coadjuvantes nos seguintes planos:
Primeiro: Thomaz Perina à direita, Nasser José Daun e Salem Maluf no centro e Edna de Araraquara à esquerda...
Segundo: À esquerda, Zalochi e uma artista plástica que se destacava na época, à esquerda Enéas Dedecca e Dimas Garcia...
Um pouco mais ao fundo, entre Nasser e Salem, Jerci Maccari passa despercebidamente... Ao fundo o Mercadão.
Fonte de Referência . Arquivo Dimas Garcia. Observação: O nome de Sallun Maluf pode estar errado.
Fonte Informação. Dados obtidos de texto de Oscar D'Ambrosio. Jornalista, crítico de arte. Mais Arquivo Dimas Garcia e Internet.









