OBRAS
Pama Loiola é o nome artístico de Maria do Carmo Loiola Bessa. Natural de Sacramento/MG. Graduou-se em Desenho e Plástica pela UNAERP, em 1975. Freqüentou ateliês de arte e recebeu orientações técnicas de mestres como Pedro Manuel Gismonde, Agui Straus, Fúlvia Gonçalves e Van Acker na cidade de Ribeirão Preto.
Participou de inúmeras Exposições Coletivas, Salões de Arte e de 12 mostras Individuais em diversos Estados brasileiros a partir de 1981.
Recebeu Prêmios por seus trabalhos entre os quais o Primeiro Lugar no Salão Oficial de Cravinhos/SP, em 1984. Na 24º Bienal de São Paulo participou da mostra "Arte Em Selo, em Sala Especial".
De sua autoria são os painéis da Sala de Recepção da Fundação José Silveira e dois outros, em permanente exposição, no hall de entrada e no patamar da escada do prédio administrativo CEMAN no Polo Petroquímico de Camaçari, todos em Salvador/BA.
Também ilustrou o Seminário de Arqueologia no Museu Arqueológico e Etnológico da Bahia, o XXIII Congresso Brasileiro de Espeleologia - Série Peruaçu - em Monte Sião/MG e o VI Encontro Paulista de Espeleologia.
Participou.
Em 1995, transfere-se para Campinas/SP. Imediatamente integra-se ao movimento artístico plástico da cidade. Freqüenta, como aluna especial, cursos de pós-graduação ministrados pela Unicamp e relacionados a sua atividade artística.
Mantém um Ateliê na cidade de Campinas/SP onde desenvolve seus trabalhos, ministra cursos sobre "Apreciação Artística" e orienta jovens artistas.
Pama Loiola dedica-se a pesquisas com novos materiais sempre propondo usos diversos e redescobrindo possibilidades.
"Um caminho solitário, original e inesperado que se desdobra ao longo de seu percurso em novos achados. É um caminho rico porque não tem meta exterior nem anterior, e não tem propósito implícito, enriquecendo enquanto caminha, vive e amadurece o seu ser." No entender de "Pedro Manuel Gismonde".
Em depoimento feito em 2003, o Critico de Arte Paulo Klein, diz sobre a artista e seu trabalhos:
Meu primeiro encontro com Pama, foi na inauguração de uma exibição Coletiva do Mapa Cultural Paulista/2002, realizada na Sala Concourse da Estação Julio Prestes, Centro Histórico da Cidade de São Paulo.
Eu havia participado do júri de premiação do evento e ela procurou saber minha opinião sobre o que apresentara.
Era um painel coberto por retalhos selecionados, com a inserção de fotos de família. Tecidos remendados como fundo, algo sentimental demais, para retratos de indivíduos em períodos distintos de uma história familiar.
Recordo a impressão nostálgica, ao mesmo tempo intimista a me invadir, transbordante daquela aura imemorial das fotografias de um passado que não era o meu, mas que envolvia magnificamente meus sentidos.
Tudo realçadas pelo fundo decorativo do painel e pelas folhas secas que forravam o piso, percebia essas imagens como "sombras" das muitas folhas, dos muitos retalhos e retratos do meio do caminho , qual e tal as "pedras drummondianas". Guardei isso em minhas retinas, quase como um símbolo. Quase como um sonho. Eu diria... Era o afeto imantado na obra de Pama Loiola. (Ver primeira imagem.)
Provocado a comentar sua obra, lembro que sugeri que fizéssemos isso em outra ocasião, fora daquele burburinho de inauguração.
Pama ligou-me algumas vezes para conversarmos e não descansou enquanto não visitei seu atelier, acesso ao seu universo pessoal, que agora reconheço como de sofisticada arquitetura sensível.
Em seu agradável espaço de trabalho, localizado no Jardim Proença, em Campinas, conheci as origens artísticas e as variações de sua obra. Nunca escondendo as virtudes de sua mineirice, que cita freqüentemente com muito orgulho, introduziu-me com paciência nos meandros de um mundo a ser progressivamente desvendado.
Tecidos estampados, cartes de visite, cartões postais e fotografias, com os indeléveis sinais do tempo - eventualmente, um efeito hightec - resgatados como troféus através da meticulosa arqueologia anímica. Essa a obra.
"A inquietude de Pama Loiola é fluente como um rio preparando o mar".
Estudiosa das possibilidades das artes, observadora que é das atuais táticas midiáticas, ela não se satisfaz apenas em pintar, fotografar, moldar, serrar, pregar, costurar.
Afinal de contas, ela é um ser artístico que não se detém com modismos ou contextualizações de estação.
É memória e epiderme. Olhar e toque. Fragmentação dos ritos. Essência feminina. É personalíssima em seu gerar pensamentos pertinentes, semear idéias, refletir sobre materiais, ofertar equações transcendentes
Mas entre a lógica e a paixão, entre o raciocínio e o sentimento, para se tratar deste novo rito que é a arte de Pama Loiola, recorro à Adélia Prado quando trata de Santo Agostinho. Ela diz: "Lógica é para a cabeça. A alma pede amor."
Isso porque, superadas as aparências, o fato é que, como a poeta mineira mesmo diz: "A lógica de um poema é a mesma de um sonho, é : nenhuma".
Pode-se dizer isso sobre a lógica da obra de Pama é a mesma de que se fazem os sonhos. (Paulo Klein/Fevereiro/2003).
Fonte Informação: Internet - http://www.pauloklein.art.br/crit_ind04.htm e http://www.pratec.com.br/artistas/pama_loiola.php. Pedro Manuel Gismonde, In Pama Loiola. Arquivo particular Dimas Garcia.
Fonte Internet: www.pauloklein.art.br / www.pratec.com.br









