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Home De 1990 à 1999 Mário Bueno (1994)

Mário Bueno (1994)

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OBRAS

Natural da cidade de Campinas/SP em 1919, falecido em 2001. Artista contemporâneo, autodidata, pintor, “gravador monotipista”.

Na realidade começou a desenhar no grupo escolar, era sempre chamado pelas professoras pela habilidade que mostrava com os desenhos na lousa, principalmente nas datas comemorativas.

Um dia fez uma ilustração contra o alcoolismo que chamou a atenção de toda a escola. Em 1943 começou a pintar, optando pela paisagem como tema dos seus primeiros trabalhos.

Provavelmente seu início profissional como artista plástico aconteceu em 1944, participando do Salão de Belas Artes de Campinas. Já apaixonado pela pintura, inicia suas participações nos Salões Oficiais, começa assim a sua caminhada artística plástica, sempre transportando pessoalmente seus quadros e usando a ferrovia para se locomover até São Paulo/SP.

Passa assim a participar do famoso Salão Paulista de Belas Artes. Em 1952, recebe uma Menção Honrosa, em 1963 um Premio Aquisitivo.

Pôr volta de 1950 nasce a amizade com Thomaz Perina, formando-se então uma duradoura parceria. Em 1951 ao visitarem a “I Bienal Internacional de São Paulo”, passam a vislumbrar um novo horizonte pictórico.

Começam uma luta para saírem do mundo objetivo e irem para o mundo subjetivo. Começam a simplificar seus trabalhos tentando torna-los subjetivos, quase abstratos, trocam a representação do real pela representação subjetiva do real.

Na verdade estes trabalhos eram os embriões de uma gradual mudança de postura, da arte acadêmica para a arte moderna. Seguiram-se composições pessoais até o processo de abstração, atingindo a definição de um clima pictórico marcado principalmente pelo emprego de cores pobres como ferrugens e cinzas.

A criação de um estilo, de uma linha de um discurso temático. Em 1953 com Thomaz Perina e Clovis Chagas, este artista plástico moderno do Rio de Janeiro/RJ e amigo de Geraldo Jürgensen, faz a primeira exposição contemporânea ou modernista do interior do Estado de São Paulo e provavelmente do Brasil.

Foi no Átrio do Antigo Teatro Municipal de Campinas. O questionamento é imediato inicia-se um acirrado debate entre “acadêmicos e modernistas”.

Em 1958 participa com o amigo Thomaz Perina da criação do Grupo Vanguarda, o objetivo era a implantação definitiva da arte contemporânea em Campinas e Interior do Estado.

Já como artista contemporâneo continua a participar de Salões Oficiais e demais eventos plásticos, passando a acumular importantes participações e prêmios onde podemos destacar : Em 1966, 1967, 1968 e 1970, participa do famoso Salão de Arte Contemporânea de Campinas/SP.

Em 1954, 1955, 1956, 1960, 1961, 1966 e 1968, participa do famoso Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1965, 1967 e 1971, participa da Bienal Internacional de São Paulo.

Em 1979, participa do famoso Panorama da Pintura Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo/SP. Em 1977, realiza uma individual no Paço das Artes de São Paulo/SP.

Em 1978, realiza uma exposição retrospectiva no Museu Arte Contemporânea Campinas/SP. Em 1981, realiza uma individual no Museu de Arte Moderna de São Paulo/SP.

Mário Bueno é sem duvida alguma, ao lado de Thomaz Perina, um dos mais importantes artistas plásticos contemporâneos de Campinas e porque não do Brasil. Mário Bueno é mais teórico que Thomaz Perina.

Enquanto Mário é mais razão, Thomaz é mais emoção. Mário Bueno aprendeu intuitivamente a dominar o espaço da tela, seus trabalhos têm o acabamento artesanal dos grandes artistas, o espaço é estudado e dominado, cada traço tem uma razão de ser, cada figura uma recordação, cada cor um porque, talvez daí o seu apego pela sua obra.

A história da interiorização da arte contemporânea, passa obrigatoriamente pôr Mário Bueno e Thomaz Perina, ainda é tempo de se registrar seus conhecimentos históricos, Thomaz Perina ainda vivo é um arquivo vivo do início desta época, futuramente, muito importante da história da arte brasileira, a interiorização da arte contemporânea no Estado de São Paulo e mesmo no Brasil.

Fonte de informação: Catalogo “Grupo Vanguarda” Editado em 1981 pelo MIS Campinas, Coordenação/Pesquisa/Projeto Gráfico de Dayz Peixoto Fonseca; outras fontes “Arquivo Dimas Garcia”.
 

 

Fonte na Internet: http://iar.unicamp/itaucultural/juliolouzada/ e outros.